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Polícia na busca de responsáveis pelo estupro coletivoArquivo/Agência Brasil |
O Ministério Público determinou, na madrugada deste domingo (29), o
desdobramento do inquérito. Assim, Delegacia de Repressão aos Crimes de
Informática (DRCI), cujo titular é Alessandro Thiers, ficará encarregada
de investigar o vazamento das imagens do estupro nas redes sociais,
enquanto que o caso envolvendo o estupro coletivo da menor vai para a
Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV).
A advogada
Eloisa Samy Santiago, que defende a menor de 16 anos que sofreu estupro
coletivo há uma semana no Rio, comemorou nas redes sociais. “O delegado
Alessandro Thiers, da DRCI, não é mais o encarregado pela investigação
do estupro coletivo!, disse, em post no Facebook, sob o título "Vitória
das Mulheres".
O estupro coletivo ocorreu há cerca de uma semana,
no morro São José Operário, em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade.
Um vídeo mostrando o crime foi divulgado na última quarta-feira (25), na
internet, por um dos 33 homens que participaram da violência. Eloisa
Samy Santiago defende a menor junto com a advogada Caroline Bispo.
O
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) já havia se
manifestado favoravelmente ao desmembramento do inquérito. Na noite de
ontem (28), os promotores do MP se reuniram com as advogadas da
adolescente, que fizeram questionamentos em relação às investigações da
Polícia Civil e a forma como o delegado Alessandro Thiers, da Delegacia
de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), vinha atuando no caso,
segundo elas “de forma machista e misógina”.
Os promotores
atenderam a três dos pedidos das advogadas, inclusive sobre a
necessidade de desmembramento do caso, mas não se posicionaram contra o
afastamento do delegado por entender que essa era uma atribuição da
polícia civil.
Na nota, o MP disse que “Independente da decisão
judicial”, o promotor de Justiça Bruno Lavorato iria expedir ofício
pedindo que a investigação sobre o estupro seja conduzida “apenas pela
Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV)” e que as
investigações fossem desmembradas, “remetendo-se para a DCAV, Delegacia
de Polícia especializada em crimes desta natureza, a investigação do
delito de estupro, ficando a cargo da DRCI APENAS o delito de divulgação
do vídeo referido;
Também determinou que uma medida cautelar
assecuratória, em favor da vítima, por analogia às medidas protetivas da
Lei Maria da Penha, “tendo em vista o temor à sua integridade física,
moral e intelectiva, certo que há notícias de que um dos possíveis
autores, denominado de Rafael Belo, vem se aproximando da mesma, a fim
de intimidá-la” e com isso dificultando o andar das investigações”.
O
Ministério Publico também se mostrou favorável a que se averigue se o
delegado da DRCI infringiu, durante o depoimento, o artigo 232 do
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Operação Policial
Paralelamente
ás investigações no âmbito da Polícia Civil a respeito do estupro da
jovem, moradora da zona oeste da cidade, a Polícia Militar desencadeou
na manhã de hoje uma grande operação na tentativa de localizar os
suspeitos do estupro.
A operação cumpre determinação do Comando
da Corporação e envolve cerca de 70 agentes das policiais Militares do
Grupo de Ações Táticas de todas as unidades e envolve policiais de nove
batalhões da Polícia Militar subordinados ao 2º Comando de Policiamento
de Área, além de outras duas unidades da PM.
A operação foi
desencadeada às 7h da manhã de hoje na comunidade na Comunidade do São
José Operário e estão sendo utilizados 2 cães farejadores, um
helicóptero, dois veículos blindados e pelo menos 14 viaturas.
Comandada
pelo 9º BPM (rocha Miranda), a operação tem por objetivo, segundo nota
da PM, “identificar os criminosos que praticaram o estupro coletivo
contra uma menor de 16 anos, para dar maior sensação de segurança a
população e na prevenção e repressão os crimes de roubo de veículos,
roubo de cargas, roubo de rua e o tráfico de drogas”.
Segundo a
nota da PM “não houve resistência, e as equipes estão fazendo uma
varredura na comunidade “em busca de indivíduos suspeitos, armas e
drogas. Até o momento a Polícia Civil não divulgou um balanço da
operação.
Fonte:
Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil
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