A vereadora Eleika Bezerra (PSDC) está sendo cotada para ser
candidata a vice-governadora na chapa do vice-governador Robinson Faria
(PSD). Em contado com O Jornal de Hoje, nesta manhã, a vereadora admitiu
sondagens em relação ao seu nome. Até uma conversa com o próprio
pré-candidato do PSD, neste sentido, já ocorreu. “O PSDC ainda não tem
uma posição em relação à chapa majoritária, mas eu tive uma conversa com
Robinson, muito preliminar, com ele mesmo, mas ficamos de conversar.
Ouvir é mais sábio que falar”, disse.
Cotada também para disputar o governo do Estado, Eleika diz que um
partido – não revela o nome – a sondou para disputar o governo do
Estado, na condição de candidata a governadora. “Tem partido de outras
nuances, que já veio me indagar se eu assumiria uma candidatura assim
(ao governo)”, disse. No entanto, sobre ser vice de Robinson, afirmou:
“houve conversas, mas sem se chegar à proposta objetiva”.
“Eu fiquei nessa de ouvir, é uma situação que a gente tem que ouvir.
De vez em quando me surpreendo, com as pessoas falando, da professora
candidata à governadora, dando estímulos e incentivos. Prefiro me
resguardar, e dar opinião com mais consistência”, afirmou Eleika
Bezerra. Por destinar o vencimento de vereadora a entidades
filantrópicas e cobrar ética dos colegas na Câmara Municipal de Natal,
Eleika é vista como uma política de perfil moderno, em contraponto à
política tradicional.
CONSULTAS
O presidente do PSDC, Joanilson de Paula Rego, retirou o apoio do
partido à chapa liderada pelo deputado federal Henrique Alves (PMDB) e a
vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB). Inicialmente integrante
do chamado G-10, grupo de legendas que resolveu se juntar para se
coligar na proporcional e apoiar em bloco uma chapa majoritária, o PSDC
estranhou “o ritmo muito rápido” com que o G-10 definiu-se pela chapa
Henrique/Wilma.
Entretanto, Joanilson não confirma aliança com o pré-candidato do
PSD, Robinson Faria. Ele anuncia que irá viajar ao interior do Estado,
nesta semana, para ouvir a população e o partido, antes de tomar uma
posição. “O meu partido é democrático e meu estilo de administrar idem.
Ouço as pessoas, não sou dono do partido. Eu não tinha viajado, vou essa
semana a Caicó, Mossoró, Currais Novos. Estou ouvindo e conversando com
todo mundo, e ainda não chegou a hora de tomar uma decisão. Eu não
estava preparado para tomar essa decisão. Aí, pedi para tirarem o PSDC
do G-10″, disse Joanilson.
“O nosso G 10 se uniu em torno do voto proporcional, aí colocaram o
voto majoritário em discussão e deram a essa escolha um ritmo muito
rápido, e eu não estava ainda (preparado para tomar uma posição)… Tanto é
que pedi para me tirarem da aliança proporcional, que é para não
prejudicá-los. Porque, se coligar na proporcional, tem que coligar com a
mesma majoritária. Não houve nada demais, rejeição de maneira nenhuma. A
proporcional eu decido facilmente. Na majoritária, tenho que ouvir as
pessoas”.
Sobre indicar o vice de Robinson, Joanilson diz que não existe
proposta concreta, mas apenas conversas. “Acho que é prematura qualquer
proposta, porque não penso em ocupar posições. Mas tomar atitudes que
reflitam o pensamento do partido, não mais isoladamente, como fiz
noutras campanhas”. Segundo Joanilson, “é preciso promover o dialogo
entre os que não têm a ilusão de bastar-se”. E completa: “Tive ilusão de
que, sozinho, reformaria o Estado enfrentando o sistema político. Tenho
que coligar com alguém, e não sei a quem. Quero viajar, ver o que as
pessoas no interior pensam”, finalizou.
Fonte: Jornal de Hoje - Alex Viana
Nenhum comentário:
Postar um comentário