sexta-feira, 2 de agosto de 2013

IPTU só pode ser aumentado por lei, decide Supremo



Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (1º) que as prefeituras não podem reajustar o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) por decreto quando existe lei tratando do assunto. A decisão unânime deve ser aplicada a casos semelhantes, porque o processo foi reconhecido como de repercussão geral.
Os ministros analisaram recurso da prefeitura de Belo Horizonte que pretendia derrubar decisão do Tribunal de Justiça local, contrária ao reajuste por decreto. Eles entenderam que o procedimento violou a Constituição Federal e o Código Tributário Nacional (CTN) ao fixar uma correção monetária para 2006 maior que a inflação do ano anterior.
De acordo com o relator, ministro Gilmar Mendes, o reajuste do valor venal dos imóveis para fim de cálculo do IPTU só dispensa a edição de lei no caso de correção monetária. Nos outros casos, o Executivo é impedido de interferir no reajuste.
“Os municípios não podem majorar o tributo, só atualizar valor pela correção monetária, já que não constitui aumento de tributo e não se submete à exigência de reserva legal”, disse Mendes. No caso analisado, o município de Belo Horizonte aumentou em 50% a base de cálculo do IPTU entre 2005 e 2006.
O ministro Luís Roberto Barroso, que fez sua estreia na Corte, acompanhou o relator, mas fez ressalvas. Para ele, o formato atual deixa o Executivo local à mercê da câmara municipal, “que por populismo ou animosidade”, muitas vezes mantém o imposto defasado.
Recife acima da inflação
Desde o ano passado, a Prefeitura do Recife tem sofrido sucessivas derrotas na Justiça por conta de aumentos do IPTU acima da inflação oficial, o IPCA. Em alguns casos, a alta chegou a 100%.
O jurídico do partido Democratas ingressou, no ano passado, com 53 ações individuais em nome de moradores do Recife. A primeira ação julgada em favor de um contribuinte da capital pernambucana foi em abril de 2012 e beneficiou um morador do bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Na época, o juiz Sérgio Paulo Ribeiro da Silva reconheceu o direito do contribuinte e condenou a PCR a expedir novas guias de cobrança do IPTU 2012, tomando por base a inflação
Fonte: Web Rádio Rhema

Ibope aponta queda de confiança do brasileiro em todas as instituições; Presidência teve a maior perda

Presidente do Ibope diz que queda é reflexo dos protestos de rua Ariel Subirá /30.06.2013/Futura Press/Estadão Conteúdo
 
Todas as principais instituições perderam boa parte da confiança dos brasileiros após os protestos de junho. Mas, entre elas, nenhuma perdeu mais do que a presidente da República: três vezes mais do que o resto. É o que mostra uma pesquisa nacional do Ibope, chamada Índice de Confiança Social. Feita anualmente desde 2009, a edição de 2013 foi divulgada nesta quinta-feira (1º).
Entre 2012 e julho passado, todas as 18 instituições avaliadas pelo Ibope se tornaram menos confiáveis aos olhos da opinião pública. É um fato inédito nas cinco edições da pesquisa. O índice de confiança nas instituições caiu sete pontos, de 54 para 47, e, pela primeira vez, ficou na metade de baixo da escala, que vai de 0 a 100. Na primeira edição, em 2009, marcava 58.
A CEO do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, explica a queda.
— É uma crise generalizada de credibilidade. Está refletindo o momento do País, os protestos de rua. Já havia uma queda leve nos anos anteriores, mas agora a perda de confiança se acentuou.
Nenhuma instituição passou incólume pela onda de protestos. Dos bombeiros aos partidos políticos, das igrejas aos sindicatos, todas as instituições se tornaram menos confiáveis para a população — inclusive os meios de comunicação, governo federal, prefeituras, Congresso e Judiciário. Uns mais, outros menos.
Presidência
A confiança na instituição "presidente da República" foi a que mais sofreu. Perdeu 21 pontos em um ano. É três vezes mais do que a perda média de confiança das 18 instituições pesquisadas. Em 2010, com Lula no cargo, a Presidência era a 3º instituição mais confiável, atrás apenas dos bombeiros e das igrejas.
No primeiro ano de governo de Dilma Rousseff, seu índice de confiança caiu de 69 para 60. Recuperou-se para 63 no ano seguinte, e despencou agora para 42 — uma nota "vermelha". Em um ano, saiu da 4ª posição no ranking para a 11ª. Nenhuma outra instituição perdeu tantas colocações em tão pouco tempo.
O grau de desconfiança em relação à Presidência varia regionalmente. A queda foi pior no Sudeste, onde a instituição desabou de 60 para 34 pontos em um ano. Menos ruim foi no Nordeste, onde caiu de 68 para 54 pontos. Há diferenças entre as classes de consumo: 36 pontos na classe A/B contra 54 na D/E.
Para Marcia Cavallari, "a Presidência cai mais por conta da personificação dos protestos". Segundo a diretora do Ibope, havia uma grande expectativa na economia que não se realizou.
— Isso acaba se refletindo mais na instituição Presidência.
O resultado é ainda mais preocupante para o Congresso e para os partidos políticos. Mesmo sendo os piores do ranking de confiança das instituições, caíram ainda mais: de 36 para 29 pontos, e de 29 para 25, respectivamente. Mantêm-se nos dois últimos lugares da classificação desde 2009.
Saúde e Judiciário
A confiança no sistema público de saúde sofreu a terceira maior queda, de 42 para 32, e segue na 16ª posição. Daí candidatos de oposição que sonham disputar a sucessão presidencial em 2014 começarem a articular suas candidaturas em torno do tema.
A confiança no Judiciário também caiu, de 52 para 46 pontos, mas como as outras instituições caíram ainda mais, a Justiça foi da 11º para a 10º posição no ranking.
— O Judiciário havia se recuperado em 2012 por causa do julgamento do mensalão.
Sinal de que nem toda queda é irreversível, como explica Marcia Cavallari.
— Reversível sempre é, desde que ocorram mudanças perceptíveis, concretas para que essa credibilidade seja recuperada.
Fonte: R7

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Rádio Bandeirantes reestrutura emissora e demite Mauro Beting; há outros cortes

Jornalista estava há 10 anos na rádio Bandeirantes

Na tarde desta quinta-feira (1/8), a Rádio Bandeirantes demitiu o jornalista e comentarista Mauro Beting. Em um post em sua página pessoal no Facebook, ele comentou a saída do veículo no qual trabalhava há 10 anos.
“Saio da Rádio Bandeirantes. Mas ela continua comigo. Meu pai deixou a rádio por mal conseguir falar saindo do hospital semanas antes de morrer. Eu mal consigo escrever agora minutos depois de ser cortado pelas contas que não fecham. Volto em breve. Muito breve. A este FB. Ao AM 840. Até daqui a pouco”, disse.

Nesta semana, o Grupo Bandeirantes anunciou a reestruturação de seu departamento de jornalismo. Na última quarta (31/7), Hugo Botelho e Vanderlei Lima foram dispensados da rádio Bradesco Esportes, que não fará mais transmissões de futebol e apenas retransmitirá os jogos acompanhados pela BandNews, outra emissora do grupo.

À IMPRENSA, Beting relatou que a demissão ocorreu devido ao corte de custos, diante da crise que o jornalismo brasileiro enfrenta nos últimos tempos. “Meu corte chega a ser natural, pois a empresa precisava cortar custos”, disse.

Segundo o jornalista, sua demissão pode ser justificada pelo fato de ele atuar em outros veículos como a TV Bandeirantes, Esporte Interativo, além de seus projetos pessoais como a produção de livros e documentários.

“A demissão doi muito, pois é um lugar que frequento desde os nove anos e onde tive a oportunidade de trabalhar ao lado do meu pai (Joelmir Beting) por oito anos”, completa.

Além de Beting, foram demitidos Adriana Cury, editora, e o locutor Walker Bla
z. 
Fonte: Portal Imprensa

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Câmara do Uruguai aprova a legalização da venda da maconha

 
A Câmara do Uruguai aprovou na noite desta quarta-feira (31) a legalização e a regulamentação da venda da maconha.
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Agora, o projeto segue para o Senado.
Se aprovado, o que deve ocorrer, o país vai se tornar o primeiro do mundo a adotar tal medida.
O projeto, apoiado pelo presidente esquerdista José Mujica, prevê a criação de um órgão do governo para realizar o controle do Estado sobre a importação, o plantio, o cultivo, a colheita, a produção, a aquisição, o armazenamento, a comercialização e a distribuição da maconha e seus derivados.
A legislação prevê a criação de um Instituto Nacional de Cannabis para controlar a produção e distribuição da droga, impor sanções aos infratores e formular políticas educacionais para alertar sobre os riscos do uso de maconha.

Após o devido registro, os usuários poderão comprar até 40 gramas mensais de maconha nas farmácias, mas também será permitido o cultivo para consumo próprio ou em clubes de fumantes.
O polêmico projeto é rejeitado por 63% da população, segundo recente pesquisa do instituto Cifra.
Em outros países, como Holanda, Espanha e alguns estados dos Estados Unidos, é permitida apenas a produção, o cultivo em clubes ou o consumo com restrições de maconha, de acordo com os casos.
O texto foi aprovado após mais de 13 horas de caloroso debate, com 50 votos a favor e 46 contra, graças ao partido governista Frente Ampla (FA), que conseguiu impor uma maioria suficiente na Casa, impedindo a oposição de bloquear a proposta.
Como o governo tem uma maioria confortável no Senado, a expectativa agora é de uma aprovação fácil.
Câmara do Uruguai aprova legalização da venda da maconha (Foto: Pablo Bielli/AFP)
Câmara do Uruguai aprova legalização da venda
da maconha (Foto: Pablo Bielli/AFP)
O projeto uruguaio foi lançado em junho de 2012 ,como parte de uma série de medidas para combater o aumento da violência.
Mujica, ex-guerrilheiro de esquerda, diz que a lei vai controlar o comércio de maconha sob diretrizes rigorosas, ajudar a combater as quadrilhas de tráfico de drogas e enfrentar pequenos crimes.
Para evitar tornar o país um destino de turismo de drogas, apenas os uruguaios seriam autorizados a usar maconha.
"A venda de maconha por parte do Estado para os consumidores registrados é algo inédito em nível mundial", disse à agência France Presse Ivana Obradovic, que liderou o estudo de políticas públicas e sua avaliação no Observatório Francês sobre Drogas e Toxicomanias (OFDT).
Até agora, há modelos de legislação nos quais se permite o cultivo pessoal com fins recreativos, como no caso dos estados do Colorado e de Washington, nos Estados Unidos, da Espanha -com clubes sociais de maconha- e da Holanda, conhecida desde 1976 por seus históricos "coffee shops", lojas que vendem drogas.
Polêmica
O projeto uruguaio causou polêmica em meio à comunidade internacional, que nos últimos anos realizou um intenso debate sobre o assunto.
O governo uruguaio segue o plano da Comissão Global de Política de Drogas -integrada pelos ex-presidentes do Brasil Fernando Henrique Cardoso, da Colômbia César Gaviria e do México Ernesto Zedillo, entre outros- que defende que a guerra aberta contra as drogas fracassou.
FHC elogiou recentemente o projeto uruguaio, já que, segundo o ex-presidente, "não parece concentrar esforços em lucrar, e sim na promoção da saúde e da segurança pública".
Um pouco mais cautelosa, mas igualmente aberta ao debate sobre a legalização da droga é a posição da Organização de Estados Americanos (OEA), que em um recente relatório estabeleceu diferentes cenários para o futuro: um centrado na melhoria da saúde pública, outro na segurança e um terceiro em uma experiência com a regulação.
No dia 22 de julho o secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, visitou o Uruguai para apresentar o projeto e disse a jornalistas que acredita que o país sul-americano está "em condições de testar políticas novas em matéria de drogas".
Por outro lado, o Órgão Internacional de Controle de Entorpecentes (OICS), organismo da ONU, manifestou sua "preocupação" com o projeto uruguaio, por considerar que viola os tratados internacionais sobre controle de drogas, ratificados pelo país sul-americano.
Outros críticos dizem que a medida corre o risco de contribuir para atrair os uruguaios para drogas mais pesadas e pode irritar outros países latino-americanos que lutam contra a violência relacionada às drogas, como Colômbia e México.
O Uruguai é um dos países mais seguros da América Latina e é considerado um pioneiro na legislação liberal.
"Estamos brincando com fogo", disse o deputado Gerardo Amarilla, membro do Partido Nacional, conservador, opositor ao projeto de lei.
"Você pode controlar a produção e venda, o que vai ocasionar seus próprios problemas, que terão de ser abordados", disse o deputado Julio Bango, um aliado de Mujica em favor da legislação. "Ou você pode ter o que você tem agora, que é o caos."
Fonte: G1


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Bandsports estreia programa Baita Amigos

 
O Bandsports estreia na segunda-feira às 20h30, o programa Baita Amigos, com apresentação de Neto, que também é comentarista da TV e rádio Bandeirantes. 
 
Com uma hora e meia de duração, o programa será semanal e vai discutir os principais assuntos do futebol, com ênfase para a rodada do fim de semana.
 
Além de Neto, o Baita Amigos contará com a presença dos ex-goleiros Ronaldo Giovanelli e Veloso e do ex-atacante Careca.   
 
A ideia do programa é reunir quem realmente conhece o que acontece dentro das quatro linhas. Só quem calçou a chuteira, pisou no gramado e disputou um jogo profissional, pode contar os detalhes do que acontece dentro de campo, explica o apresentador.
 
Além de entenderem os meandros do futebol, os convidados são todos amigos do Neto, como o narrador Téo José, que também fará parte do time. Daí a inspiração para o nome do programa.
 
São parceiros de longa data  e vão me ajudar a dizer as verdades que muitos não conhecem, e outros não têm coragem de falar. Teremos ainda furos de bastidores, entrevistas especiais e histórias que você nunca ouviu. Tudo com muita provocação e bom humor, antecipa Neto.
 
Para dar o toque feminino, a jornalista Barbara Telini, da rádio Bandnews, também fará parte do grupo. Outro destaque do Baita Amigos será a interação com o público. A apresentadora Patrícia Andrade vai ler as mensagens enviadas pelos assinantes via twitter do canal (@bandsportstv) e pelo site.
 
O programa de estreia será exibido também ao vivo pelo site do Bandsports. 
Fonte:   Conjuntura Online
 
 
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No Paquistão, programa de TV distribui bebês ao vivo



Uma emissora paquistanesa está exibindo o que muitos consideram ser o mais polêmico conteúdo já feito na guerra por audiência na televisão: um apresentador que distribui bebês ao vivo.
Aamir Liaquat Hussain, um homem de 41 anos, que usa óculos e barba bem aparada, entregou no mês passado dois bebês do sexo feminino a casais sem filhos, e planeja dar um menino nesta semana.
"Se não tivéssemos achado este bebê, um gato ou cão o teria comido", proclamou Hussain durante a transmissão, antes de apresentar a menininha, envolta em rosa e vermelho, aos seus pais adotivos. A plateia aplaudiu freneticamente.
Hussain é um dos mais populares apresentadores de TV do Paquistão. Durante suas longas transmissões, ele cozinha, entrevista clérigos e celebridades, entretêm as crianças e apresenta game shows. Geralmente, distribui motos, celulares e terrenos a espectadores que respondem a perguntas sobre o islamismo.
Mas, no começo do mês sagrado do Ramadã, quando os canais de TV disputam ferozmente a audiência, Hussain surpreendeu o Paquistão ao presentear bebês a duas famílias.
"Disseram-nos que havíamos passado por todas as entrevistas e sido selecionados para adotar um bebê", disse o engenheiro Riaz Uddin, de 40 anos. "Recebemos nosso bebê ao vivo pela TV."
Os bebês abandonados haviam sido recolhidos por uma entidade paquistanesa chamada Associação Benemerente Chhipa. "Se Deus quiser, em mais um ou dois dias o próximo bebê será entregue", disse o diretor da entidade, Ramzan Chhippa, nesta quinta-feira (1º) à agência de notícias Reuters.
Enquanto a equipe da Chhipa vasculha lixões e outros lugares à procura de recém-nascidos rejeitados, Hussain também faz pedidos diretos por bebês para doação.
"Se alguma família não tiver condições de criar seu bebê recém-nascido por razões de pobreza ou doença, então, em vez de matá-lo, deve entregar o bebê ao Dr. Aamir", diz um aviso no site do apresentador, observando que as crianças serão entregues no ar a um casal que merecer.
Os produtores do programa não responderam a telefonemas da agência de notícias para comentar o assunto. Não ficou claro se a produção ajudaria alguma família pobre que deseja ficar com sua criança.
Muitos paquistaneses reagiram com indignação à nova atração de Hussain, um apresentador conhecido por se envolver em polêmicas.
"Não há nada que não façam para conseguir espectadores", disse o comediante Sami Shah. "Se eu fosse cínico, eu diria que isso só pode acabar mal. Mas, como sou realista, direi que já acabou terrivelmente." 
Fonte: F5 da Folha.


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Papa começa limpeza de arcebispos suspeitos de corrupção



Nem bem desembarcou em Roma depois de uma intensa visita ao Brasil, o papa Francisco começa a tomar decisões para limpar a Igreja no que se refere aos escandalos de corrupção. Nesta quarta-feira, 31, o Vaticano anunciou a renúncia de três bispos implicados em escândalos de corrupção. No mesmo dia, a Santa Sé colocou no ar um site do Instituto de Obras Religiosas, considerado como o Banco do Vaticano, e prometeu que vai, pela primeira vez, publicar as contas da instituição. 
papa, durante sua viagem ao Brasil, insistiu que uma das metas de suas reformas é o de garantir transparência nas contas da Igreja. As renúncias dos bispos seriam um alerta de que ele não vai poupar ninguém.
Nesta quarta-feira, o Vaticano indicou diplomaticamente que Francisco "aceitou a renúncia" dos arcebispos de Lubjana e Maribor, depois que um buraco de 800 milhões de euros foi encontrado nas contas da Igreja eslovena.
Na Eslovênia, as vítimas foram os arcebispos Anton Stres e Marjan Turnsek. O Vaticano apenas indicou que seguiu o parágrafo 2 do canon 401 do Código de Direito Canônico. Por essa regra, pede-se que um bispo renuncie "por doença ou causa grave".
O escândalo começou ainda em 2010, quando o Vaticano enviou um inspetor para entender porque motivo a Igreja do país pedia tantos empréstimos à Santa Sé. Descobriu-se que, por conta de operações financeiras de alto risco, a Igreja local havia perdido muito dinheiro e, para sobreviver, pediu dinheiro emprestado em bancos e até a rede de TVs. Ficou ainda claro que a imprudência já tinha começado em 2003. "Espero que o passo que dei foi correto para restituir a reputação da Igreja eslovena", disse Stres.
Outro que renunciou foi o arcebispo de Yaoundé, em Camarões, também por conta de um escândalo financeiro. Simon-Victor Tonyé Bakot chegou a ser o presidente da Conferência Episcopal de seu país, mas também era um ativo empreendedor imobiliário.
No mesmo dia, o Banco do Vaticano abriu seu novo site - www.ior.va - justamente com a meta de dar transparência a suas atividades. O banco é alvo de duras críticas e o papa já indicou que não sabe ainda se a instituição será mantida.
Em declarações à Rádio Vaticano, o presidente do Ior, Erns von Freyberg, garantiu que a meta é ser transparente e que, em 2013, pela primeira vez as contas da instituição serão conhecidas. "Vamos fornecer informações sobre as nossas reformas e o que fazemos no mundo e como podemos apoiar a Igreja e sua missão e obras de caridade", disse.

Fraternidade
A busca por uma reforma também está marcada pela escolha do papa, anunciada na última quarta, de que o Dia Mundial da Paz de 2014 terá a "fraternidade" como tema.
Para ele, a "globalização da indiferença" deve ser substituída pela "globalização da fraternidade". Propondo um "rosto mais humano ao mundo", ele voltou a pedir que se supere a "cultura do descartavel" e que se promova a "cultura do encontro".
Sua avaliação é que a fraternidade é o caminho para superar a pobreza, fome, subdesenvolvimento, conflitos, desigualdade, injustiça, crime organizado e fundamentalismos. Francisco ainda pede que não se tenha apenas uma ajuda assistencialista ao mais pobres.
Na quarta, o papa ainda participou da festa litúrgica de São Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus. Jesuíta, o papa não deixou de participar do evento. Mas pediu que seus colegas jesuítas tomem "caminhos criativos" e que destinem seus trabalhos para as "periferias, as tantas periferias do mundo".
 Fonte: Estadão


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