segunda-feira, 4 de março de 2013

SBT vira líder no Facebook entre emissoras de TV aberta

Fan page do SBT no facebook
Entre as principais emissoras de TV aberta, o SBT é a que mais desperta engajamento entre os fãs
Consolidado como o vice-líder de audiência em 2012, o SBT também tem motivos para comemorar no universo digital.

A emissora roubou a liderança da Globo nesta quinta-feira (28) e começou o mês de março sendo o canal de TV aberta que mais possui fãs no Facebook, a rede social mais acessada do Brasil.
Na manhã desta segunda-feira, 4, a emissora de Silvio Santos possuía 1.053.715 fãs, contra 1.042.736 da Rede Globo.
A página da Record possuía 862.154 fãs no mesmo período.
O sucesso entre os internautas não para por aí. Entre as principais emissoras de TV aberta, o SBT é a que mais desperta engajamento entre os fãs. Durante todo o mês de janeiro, cerca de 70 mil pessoas "falaram sobre" a TV, segundo o índice medido pelo próprio Facebook. A média mensal registrada pela emissora A e emissora C foi de 64 e 47 mil, respectivamente. No mês de fevereiro, o SBT alcançou índices ainda melhores: média de 77 mil, ante 50 mil da emissora A e 40 mil da emissora C.
Fonte: Exame

domingo, 3 de março de 2013

Assinantes de TV: 16,5 milhões


Em janeiro, a TV paga ganhou 312.193 assinantes, número 40,62% superior ao de dezembro (222.007). Dessa forma, o Brasil atingiu a marca de 16.501.150 domicílios com TV por assinatura. Em relação a janeiro de 2011, houve aumento de 0,76% na quantidade de novos assinantes. Em todo o ano de 2012, o crescimento da base instalada alcançou 27,03%, inferior ao verificado em 2011 (30,45%) e em 2010 (30,72%)
Os dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) consideram o número médio 3,3 pessoas por domicílio, conforme o IBGE, o que significa que os serviços de TV por assinatura são distribuídos, atualmente, para 54,45 milhões de brasileiros. O DTH (via satélite) continua sendo o meio de maior crescimento no setor: em janeiro, cresceu 2,07% em relação ao mês anterior, enquanto o número de assinantes que recebem os serviços via cabo aumentou apenas 0,78% e as prestadoras de MMDS (micro-ondas) perderam 4,34% de seus assinantes. O cabo, que já foi a tecnologia mais usada na TV por assinatura, tem agora 37,9% de participação no mercado, enquanto o DTH atingiu 61,3%. Em fevereiro de 2010, as conexões via cabo representavam 57,6% e as DTH, 37,9%.
A Região Centro-Oeste foi proporcionalmente a que mais acrescentou novos assinantes de TV paga, com aumento de 37,68%, seguida pelo Norte, com crescimento, com 36,03% nos últimos 12 meses. A Região Sudeste, porém, ainda concentra a maioria dos domicílios com TV paga: 10.224.842, ou seja, 61,56% do total do País. Estão nessa região os três Estados com maior número de assinantes: São Paulo (6.320.821, ou 38,3% de todo o País), Rio de Janeiro (2.327.704) e Minas Gerais (1.344.412). Completam a lista dos cinco maiores: Rio Grande do Sul (1.076.891) e Paraná (803.031). Mato Grosso, com 59,07%, foi o Estado com maior crescimento relativo no número de assinantes nos últimos 12 meses, seguido por Tocantins, com 58,51%. Roraima teve o menor: 10,84%.
A Região Sudeste tem também a maior densidade de assinaturas por domicílios, 39,1%, acima da média nacional de 27,6%. O Distrito Federal, com 50,3%, permanece como a unidade da Federação com maior proporção de domicílios com TV por assinatura, à frente de São Paulo, que ficou com 47,9%. Seguem-se Rio de Janeiro (43,1%), Amazonas (31,5%), Rio Grande do Sul (29,1%) e Santa Catarina (28,5%). Piauí é o Estado com menor densidade: 7,5%, seguido por Maranhão (8,1%), Tocantins (10,2%), Paraíba (12,1%) e Alagoas (12,1%).
O grupo Net/Embratel detém mais da metade (52,35%) do mercado de TV por assinatura no País. Em seguida vêm o grupo Sky/DirecTV, com 31,17% (31,12% em dezembro); Oi, com 4,6% (4,62%); Telefônica/Abril, com 3,55% (3,67%); e GVT, com 2,73% (2,62%).
Fonte:  Ethevaldo Siqueira.


Saiba mais sobre Titina Medeiros vencedora do troféu – Atriz revelação de 2012 da Globo

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Natural de Currais Novos, no estado do Rio Grande do Norte, mudou-se cedo para Acari e iniciou os estudos cênicos com 19 anos de idade, possuindo, em 2012, 16 anos de carreira artística em grande parte desta período, com peças teatrais na companhia Clowns de Shakespeare, onde representou incontáveis personagens, como a premiada peça Sua Incelência, Ricardo III, em que faz o papel de rainha Elizabeth, além de Dos Prazeres e dos Pedaços, Muito Barulho Por Quase Nada, Roda Chico, entre outros. Antes do Clowns de Shakespeare, foi integrante do Grupo Tambor de Teatro, trabalhando em peças como, O Príncipe do Barro Branco. Sua estreia no teatro foi em A Bela Adormecida, em 1992.
Em 2012 estreou na televisão, na novela Cheias de Charme, interpretando o papel de Maria do Perpetuo Socorro Cordeiro de Jesus.

Fonte: Blog do BG

Silvio Luiz comandará novo programa esportivo da RedeTV!

Silvio Luiz
Silvio Luiz
A RedeTV! dispensou o apresentador Marco Bianchi antes mesmo da estreia de sua atração, uma mesa-redonda futebolística que mesclaria informação e humor. Engana-se, porém, quem acredita que a RedeTV! desistiu do projeto de ter um programa esportivo nas noites de domingo.
De acordo com o colunista Flávio Ricco (UOL).

Todos os problemas internos foram superados e a Rede TV! vai mesmo lançar um programa esportivo na hora do almoço. Comando do Silvio Luiz, com as participações de Luiz Ceará e Juarez Soares, que está sendo contratado. Estreia dia 8 de Abril, às 11h30.
Fonte:   RD1

Filho de vereador é assassinado a 76 km de Natal nesta madrugada

Manoel Gomes Neto
A segurança do RN está perdendo forças para a violência que se alastra como rastilho de pólvora. Na madrugada de hoje, mais um crime bárbaro é registrado no RN.
O crime aconteceu em uma das estradas que liga o município de Espírito Santo ao município de Goianinha, chamada pelos populares de “fava seca”, ainda não se sabe o real motivo, mas a primeira hipótese adotada pela polícia local é a de latrocínio, pois foi roubado o veículo Fiat Uno vinho Placa MXV 2452 com placa do município de Várzea. Dois jovens foram assassinados. Ambos nasceram e moravam no município de Espírito Santo.
Apenas um dos jovens mortos foi identificado, como Manoel Gomes Teixeira Neto de 20 anos. A vítima era filho de um vereador da cidade e o seu avô, de quem ele herdou o nome, foi prefeito por 5 mandatos. A cidade fica na região agreste a 76 km de Natal.
A família da vítima está chocada pela história política que tem na cidade e jamais iriam pensar na perda precoce de um jovem tão atuante em sua cidade.
A polícia está investigando o caso. O velório provavelmente será na Câmara Municipal e sepultamento no cemitério local.
Fonte: Blog do BG

Jenipabu encara período de decadência

DO NOVO JORNAL

Vazia em plena alta estação. Bugues e bugueiros parados, à espera de turistas para um passeio nas dunas mais famosas do Brasil. Vendedoras de artesanato sem comercializar uma peça sequer por até três dias. Pousadas e hotéis fechados, casas de portas cerradas com placas de aluguel. Essa é a Jenipabu de hoje, que amarga a pior alta estação dos últimos tempos.

Cenário de filmes nacionais, como os que foram estrelados pelo Padre Marcelo Rossi, e de programas globais, como os de Ana Maria Braga e Luciano Huck, há alguns anos a praia do litoral Norte , a 20 KM de Natal, era refúgio de descanso de expressivas lideranças políticas do estado, como os ex-governadores Geraldo Melo e Garibaldi Alves, que ali tinham casas de veraneio. No entanto, quem freqüentou a praia há dez, 15 anos, não a reconhece mais. Abandonada por turistas e natalenses, Jenipabu pede socorro.
Foto: Argemiro Lima/NJ.
Argemiro Lima/NJ
Pouca movimentação na beira-mar e na rua principal da comunidade, a Vereador Ricardo Afonso, onde muitos imóveis estão à venda

O grito de alerta foi lançado por comerciantes e moradores da praia, que realizaram na semana passada uma manifestação para exigir dos poderes públicos melhorias para o destino turístico que já chegou a ser um dos mais procurados do Nordeste.

A comerciante Vânia Souza Pires, nascida e criada na praia, vende artesanato à beira-mar há 25 anos, mas nunca viu um verão como o de 2013. Segundo ela, as vendas caíram até 70% na pequena tenda que monta todos os dias na areia da praia. Antes, quando chegava a alta estação, apurava até R$ 700 por dia. No mês passado levou 15 dias para vender R$ 700.

“Antes tinha dia de chegar quatro, cinco ônibus lotados de gente por aqui. A gente perdeu esses turistas. Os poucos que chegam, estão só de passagem e não compram nada”, desabafa.

A mesma reclamação tem a vendedora Marilac Ferreira, que diz ter perdido 50% das vendas neste verão. “Não houve alta estação esse ano”, diz enfática. Para ela, faltou divulgação de Jenipabu no resto do país. “É como se não existisse nas agências, eles não vendem”, acrescenta.

Marilac costumava faturar entre R$ 600 e R$ 800 por dia na alta estação, mas disse que, um dia antes de a reportagem visitar a praia, tinha feito R$ 139 com muito esforço. Para a comerciante, assim como para a maioria dos nativos que sobrevivem do turismo em Jenipabu, o problema não foi só a falta de divulgação.

Além de abandonada pelo poder público, eles culpam uma obra da Prefeitura de Extremoz, que começou em novembro e até agora não foi concluída. A construção de uma praça bem no centro da praia, em frente à igreja, estaria impedindo os turistas de terem acesso à beira-mar e diminuindo gradativamente a movimentação.

As obras fazem parte do Projeto Orla, do governo federal, orçada em R$ 680.950,19, mas que há pelo menos dois anos não anda por conta de problemas com as desapropriações de dois terrenos, onde atualmente funcionam estacionamentos privados. Em outubro, porém, a Prefeitura começou a construção da praça, exatamente onde antes era o acesso à praia. Até hoje não concluiu a obra e os comerciantes acreditam que o fracasso do verão se deve em grande parte à desorganização no andamento do projeto.

“O turista chega aqui e não tem por onde chegar à praia. Eles estão indo para outros lugares e matando o nosso comércio”, emenda Marilac. No local onde a praça está sendo construída, antes funcionava um ponto de táxi e um estacionamento aberto ao público. Era por onde geralmente os turistas desciam para chegar à praia e encontrar os bugueiros.

Há 15 anos em Jenipabu, a comerciante Eliana de Souza também sofre. As vendas, diz, caíram 40% nesta alta estação. Mas o maior problema não foi esse. Segundo ela, depois que a Prefeitura construiu a praça por cima da areia que havia no local, toda vez que chove algumas lojas de artesanato no entorno da praça alagam, inclusive a dela. Diante do baixo faturamento, a comerciante diz que vai “ter que se virar” para pagar as contas. Assim como Vânia, que já está lavando roupa, vendendo mercadorias Tupperware e limpando os banheiros públicos da praia para conseguir um trocado.

Bugueiros reclamam dos prejuízos
O vendedor de passeios de buggy Marcelo Souza acredita que a procura tenha diminuído 50% neste verão. “Faltou divulgação e investimento da prefeitura. Aqui não tem nada, não tem estrutura. Os turistas foram embora”, argumenta. Em uma época como essa, o vendedor diz que a empresa fatura R$ 40 mil por mês, mas neste verão só arrecadou a metade. Há cinco anos trabalhando na praia, ele diz que nunca viu um verão tão fraco como este. A situação é de abandono. 
Na beira-mar, três barracas fecharam em plena alta estação. São 14 no total, mais três sorveterias e 17 de artesanato. No dia em que a reportagem esteve na praia, porém, todas as 17 estavam fechadas. Segundo Vânia, para ela ficou melhor tomar conta do mercadinho do irmão do que armar a barraca de produtos artesanais. “Sábado passado eu vendi uma canga. Em uma semana inteira, só apurei R$ 60. Não tem vantagem vir pra cá”, diz.

O bugueiro e dono de pousada José Gomes da Silva é taxativo. “Não tivemos alta temporada este ano”. A entrada dos turistas pelo centro da praia, que hoje está interditada por conta das obras, é apontada por ele como um dos principais problemas para o fracasso. O movimento caiu em torno de 20%, de acordo com o aposentado. Ele costumava fazer sete passeios por semana e agora precisa se contentar com um ou dois no máximo, o que reduziu o faturamento à metade. O problema, entretanto, é antigo. Para José Gomes, Jenipabu vem numa decadência há pelo menos quatro anos.

“É muita casa para vender abaixo do preço e ninguém compra. Na minha pousada, eu chegava a ter 100% de ocupação no verão, agora não passa de 60%”, detalha. No último final de semana, quando o NOVO JORNAL esteve na praia, a pousada de Gomes só tinha um casal hospedado. “É um prejuízo grande, os impostos só aumentam e a gente não recebe mais turistas”, reclama. Fechar o negócio, ele não pensa; até porque, depois de aposentado, precisa continuar trabalhando para sustentar os quatro filhos.

Barraqueiros vendem menos

Francisca de Oliveira, mais conhecida em Jenipabu como Chica, tem uma barraca na praia há 33 anos. Todo verão ela fatura alto, chegando a contabilizar R$ 30 mil em seu caixa ao final de um mês como janeiro. Este ano, o montante não alcançou os R$ 10 mil. “Foi o pior veraneio de todos os anos que eu estou aqui. Essa obra prejudicou muito a gente, porque eles começaram bem na alta estação e não deixaram nenhuma entrada para a praia”, reclama. Para Chica, o maior pecado de Jenipabu é a falta de estrutura. 
“Não tem nada aqui, a prefeitura não investe. Não temos um calçadão, não organizam as barracas. Esses banheiros públicos só existem porque nós pagamos para alguém limpar”, enumera. O comerciante Wellington Barbosa, que além de bugueiro é dono de uma barraca à beira-mar, diz que este verão não foi bom para ninguém. Não só em Jenipabu, mas no Estado inteiro, ele acredita que o turismo tenha ficado em queda neste início de 2013.

O movimento na barraca caiu 40% e, se antes ele faturava R$ 800 por dia, dessa vez não chegou a R$ 500. Até as casas para alugar está difícil, diz Barbosa. “Antigamente existia o veraneio, aí foi diminuindo a cada ano e os turistas foram sumindo. Não existe vida noturna em Jenipabu, os jovens mesmo perderam o interesse de vir para cá. Outras praias ganharam a preferência”, explica.

A reportagem percorreu a principal rua de Jenipabu, a Vereador Ricardo Afonso, e constatou inúmeras casas fechadas. Algumas com placas de aluga-se, outras de venda. Um condomínio de casas estava completamente fechado, sem nenhum ocupante em plena alta estação. Um das pousadas mais tradicionais da praia, a Palm Beach, está à venda. Na beira-mar, poucas casas conseguiram ser alugadas. Os moradores dizem que os preços caíram, mas ainda assim ninguém consegue fechar negócio.

Sorte só com as belezas naturais
A comerciante Ilza Maria de Oliveira está há um ano apenas na praia e ficou decepcionada com as vendas realizadas no mês de janeiro. “Essa obra prejudicou muito o comércio”, acredita. Enquanto construía a calçada da praça, a prefeitura teria colocado telas de proteção ao redor da obra, o que impediu muitos turistas de entrarem nas lojas, segundo Ilza. As vendas, emenda, foram apenas metade do que ela e o marido esperavam. “Estamos pedindo socorro às autoridades porque pagamos nossos impostos direitinho e queremos ver a praia cheia de gente”, apela.
A sorte dos nativos, diz Ilza, é que Jenipabu é muito bonita e ainda atrai muita gente somente pela beleza natural. Foi exatamente pela beleza que a Rede Globo decidiu fazer na praia as gravações da próxima novela das seis, Flor do Caribe, com estreia marcada para o próximo dia 11. A esperança dos nativos é que com a divulgação proposta pela novela, os turistas voltem a procurar Jenipabu. “Vai ajudar muito, mas precisamos de estrutura. É preciso organizar as barracas, capacitar o pessoal”, acrescenta Ilza.

A vendedora de artesanato Leônica de Oliveira vai ter que arcar com um prejuízo de R$ 5 mil. Investiu pesado em mercadoria para vender na alta estação, mas viu que não comercializou nem 30% do que pretendia. O prejuízo é duplo porque o marido da comerciante é bugueiro e também vive um dos piores verões de todos os tempos. Para ela, que está há dois anos na praia, falta investimento em divulgação do poder público. “A obra também atrapalhou muito”, emenda.

Movimento fraco também nas dunas 
Para quem trabalha em cima das dunas, esta também foi a pior alta temporada de todos os tempos. Há 20 anos trabalhando na praia com o sandboard e skyduna, Geraldo Carlos diz que em anos anteriores chegava a fazer 20 passeios por dia. Nesse verão, se fez a metade foi muita coisa. A freqüência de turistas diminuiu neste verão, e, segundo ele, muito por causa da péssima divulgação que Natal teve no noticiário nacional com os problemas registrados no calçadão de Ponta Negra.
Na última quinta-feira (28), o movimento estava tão fraco que Manoel Messias Freire, há 20 anos também trabalhando no local, aproveitava para tirar um cochilo. Lindemberg Pires, há cinco anos na praia, também confirma a queda no movimento. “Todo ano cai, mas agora a queda foi muito maior”, diz.
A gerente do Dromedunas, Marilda Gomes, também confirma a diminuição na procura pelo passeio de dromedário. De acordo com ela, antigamente se fazia uma média de 80 passeios por dia (cada um sai por R$ 90); neste verão o número caiu para 50. A praia é bonita, mas falta infraestrutura na opinião da comerciante. “Não temos um restaurante bom, banheiros, nem caixa eletrônico para o turista sacar dinheiro. Isso afasta muita gente”, acredita.

A sujeira da praia é outro problema relatado por Marilda e confirmado pelo comerciante José Geraldo da Silva, que diz ele mesmo cata o lixo todos os dias porque não há coleta na região. Geraldo vende balas e picolés próximo do Bar 21, outro ponto turístico histórico da praia e que perdeu público nos últimos anos. O bar só funciona durante o dia porque, segundo a gerente Karen Cariolano, não há iluminação na praia à noite. Segundo ela, o movimento deste ano caiu em relação ao ano passado. “Ontem (quarta, 27) não apareceu ninguém. Abrimos, mas não tivemos nenhum cliente”, diz.

“Toda obra causa um transtorno”, diz prefeito
O prefeito de Extremoz, Klauss Rêgo, reconhece os transtornos causados pelas obras, mas diz que não há como realizá-las sem causar problemas. Ele afirma, porém, que todo o projeto foi combinado com a comunidade e que há sinalizações informando os turistas sobre como podem chegar até os bugueiros. “Tomamos todas as precauções. O pior é não fazer a obra. Estamos fazendo isso para levantar o nome de Jenipabu”, argumenta.
O gestor pediu paciência aos nativos, porque os resultados virão depois. Segundo ele, o Projeto Orla inclui a instalação de 14 quiosques, um boxe para a Associação de Bugueiros e um Centro de Artesanato para os comerciantes da região. O projeto também inclui a praça, que ainda está à espera de ser finalizada. A demora, entretanto, se deve a problemas com a desapropriação dos terrenos. Um deles, hoje um estacionamento, está sub judice e ainda não se sabe quando o caso será resolvido. A expectativa é concluir toda a reurbanização até o fim do semestre.

“Estou há mais de dois anos nessa luta com as desapropriações”, explica o prefeito. Os terrenos foram avaliados em R$ 96 mil e R$ 192 mil. Um deles já foi pago.

Rêgo reconhece a decadência amargada por Jenipabu e atribui o abandono à gestão passada da Prefeitura de Extremoz. Diz que quando assumiu a gestão, em 2009 (ele foi reeleito no ano passado), não só Jenipabu estava abandonada, mas todo o município. “Fizemos um planejamento de trabalho para primeiro organizar a comunidade, porque não tinha saúde, educação e assistência social que funcionasse. Há 17 anos não tínhamos hospital em Extremoz e não nascia uma criança sequer na cidade, hoje isso acontece. Organizamos tudo primeiro porque entendo que não existe desenvolvimento turístico se o povo não estiver satisfeito”, argumenta.

Agora, a ideia é consolidar o turismo na região até o fim de seu mandato. Klauss Rêgo quer que as praias do município de Extremoz – Jenipabu, Redinha Nova, Santa Rita, Barra do Rio, Graçandu e Pitangui – deixem de ser apenas uma passagem para o turista e se tornem destino. Para isso está em estudo uma segunda etapa do Projeto Orla, que dotaria a principal praia do município (Jenipabu) de um calçadão. O objetivo é que, até o meio do ano, se não houver qualquer empecilho com as desapropriações, a primeira etapa do projeto de urbanização esteja concluída.

“Vemos que existem poucas pousadas hoje e temos que recuperar a confiança dos empresários para investir em novas pousadas, como para reabrir as que estão fechadas hoje. Quero terminar meu mandato com o turismo consolidado no Litoral Norte”, projeta. O prefeito admite que o turista que visita Jenipabu geralmente está só de passagem e não deixa qualquer ganho para o município. “Eu quero que permaneça aqui, temos uma riqueza histórica muito grande que precisa ser explorada”, diz. A meta é no futuro próximo no mínimo duplicar a quantidade de turistas que vai hoje a Jenipabu na alta estação.

Para cada 100 passeios vendidos 
para Pipa, um é para o litoral Norte
Os turistas que antes tinham Jenipabu como destino, agora preferem o Litoral Sul. Para cada 100 pacotes vendidos para Pipa, um é para as praias do Norte. O dado é da presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagens (Abav) no RN, Diassis de Holanda. Não há números mais concretos que mostrem a decadência, mas ela diz que a procura pela praia famosa pelas dunas diminuiu muito nas agências. Segundo Diassis, os próprios bugueiros foram aos poucos deixando de parar na praia por conta da falta de restaurantes, banheiros, quiosques e infraestrutura mínima para os turistas. 
Foto: Argemiro Lima / NJ.
Argemiro Lima / NJ
Pousadas em Jenipabu, como palm Beach, estão sendo colocadas à venda
“Os bugueiros simplesmente passam e mostram. As pessoas que ainda vão para lá são os rodoviários, que promovem excursões. Geralmente são pessoas das proximidades”, diz. Esses turistas não movimentam a cidade com compra de artesanato, muito menos com os passeios de buggy. De acordo com Diassis, isso não acontecia antes. Anos atrás, a praia chegou a contar com uma boa estrutura de restaurantes. “Era mais organizado. Hoje é tudo bagunçado”, acrescenta.

O Governo do Estado, por sua vez, não fala em decadência, mas em uma “perda da qualidade da praia”. Segundo o secretário estadual de Turismo em exercício, George Lima, a ocupação desordenada ocorrida na praia com as barracas e tendas contribuiu para afugentar o turista da região. A falta de banheiros é outro ponto levantado por ele. Os banheiros, aliás, existem, mas são mantidos pelos barraqueiros. “O turista chega e não vê a praia logo de cara, vê um monte de barracas mal construídas. Estive lá três meses atrás e é realmente um trabalho que precisa ser feito”, reconhece.

A divulgação, porém, não deixou de existir. O governo tem hoje dois materiais de divulgação, entre eles o Guia Natal, apoiado pelo Estado, em que Jenipabu aparece como um dos pontos turísticos. Um dos problemas apontados por George Lima é que o RN teria perdido turistas para cidades vizinhas como Fortaleza, João Pessoa e Recife, o que estaria se refletindo também em Jenipabu. Mas os números mostram o contrário.

De acordo com dados da Infraero, o número de visitantes cresceu 66% nos últimos cinco anos. Em janeiro de 2007, 164.858 turistas nacionais e internacionais desembarcaram em Natal. Em janeiro de 2012 – os números deste ano ainda não foram consolidados – a cidade recebeu 274.492 turistas. Entre os visitantes domésticos, o incremento foi de 90% nos últimos cinco anos. A única queda registrada é no índice de turistas internacionais – a presença deles diminuiu 52% nos últimos cinco anos. Em janeiro de 2007 desembarcaram em Natal 27.872 passageiros internacionais, contra 13.199 de janeiro do ano passado.

A estimativa do prefeito de Extremoz Klauss Rêgo é que 80% dos turistas que vêm para Natal passem por Jenipabu. Se o dado estiver correto, Jenipabu recebia em 2007 uma média de 131 mil turistas em janeiro e deveria estar recebendo agora algo em torno de 219 mil. Mas, segundo os comerciantes ouvidos pela reportagem, este foi o pior verão de todos os tempos. Não houve alta temporada para a maioria deles.

Os hotéis e pousadas que existiam na praia estão vazios ou fechados. Alguns ainda funcionam, mas têm placa de vende-se em seus terrenos como o Palm Beach. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH) foi procurada pela reportagem, mas a assessoria de imprensa informou que não há números a respeito dos estabelecimentos de Jenipabu porque nenhum deles é associado à entidade.

O secretário estadual de Turismo em exercício acredita que a obra que está sendo tocada pela Prefeitura de Extremoz irá mudar essa realidade. Embora já esteja gerando controvérsia entre os nativos, Lima aposta que as mudanças irão agradar a pelo menos 90% da população local. Ele diz, porém, que se o projeto tivesse começado há mais tempo, nada disso teria acontecido. Autorizado em setembro de 2012 pelo governo federal, o projeto de urbanização só foi iniciado em outubro e até agora não foi concluído porque esbarrou nas desapropriações.

“O projeto nos permite corrigir esses erros do passado e promover Jenipabu de forma organizada para que na alta estação em julho estejamos prontos para receber os turistas de forma ordenada”, emenda Lima. A expectativa da Prefeitura é concluir a reurbanização até o meio do ano, mas tudo depende da decisão judicial que gira em torno de um dos terrenos que precisam ser desapropriados.

O Estado quer agora correr atrás do prejuízo. Está investindo R$ 70 mil no apoio à confecção do Guia Natal em QR code, que será enviado para agências de viagens de 155 países e traduzido para cinco idiomas. Jenipabu, claro, está incluída na divulgação. “Queremos voltar ao patamar que tínhamos antigamente, trabalhando profissionalmente para atrair os turistas de volta para cá. Existe a possibilidade de sair uma emenda parlamentar de R$ 27 milhões que serão utilizados unicamente para divulgação”, acrescenta Lima.

Entre acordes do blues e ondas do rádio

DO NOVO JORNAL

Eu sou tarado por campeonato estadual. A frase corta a vinheta e assusta Ferdinando Teixeira, que aguardava o início do programa enquanto estava em telefonema. O técnico, comentarista no Globo Esportivo 1ª edição, levanta a cabeça e esboça um sorriso. Ricardo Silva continua: sou tarado pelo campeonato estadual, é uma competição fascinante, não tem quem me diga que é ruim. As atrações do programa são apresentadas. Na terça-feira da semana passada, a polêmica em torno do estádio que o América jogaria estava no auge e tomou boa parte do programa.

Do estúdio da Rádio Globo, na Ribeira, Ricardo Silva comanda a apresentação que começa ao meio-dia e tem grande audiência. Para quem nunca acompanhou de perto os bastidores de uma produção transmitida pelo rádio, a correria assusta. O repórter Levi Araújo procura por papéis e corre para o microfone para anunciar os destaques do dia no time do Alecrim. Depois, Marcos Lira com as informações do ABC. No canto da bancada, o técnico/comentarista Ferdinando Teixeira aguarda a sua vez para falar.

Ricardo está na ponta oposta a Ferdinando. Na sua frente, dois celulares, um telefone fixo, um tablet e um notebook. O aparato é utilizado freneticamente. Nos primeiros minutos, o apresentador tentava contatar o presidente do América, o empresário Alex Padang. Depois de três tentativas, consegue. Enquanto Padang fala sobre a polêmica dos estádios, Silva comenta se afastando do microfone: “Ele fala bem, o problema que às vezes é prolixo, aí a gente tem que cortar”.

O natalense Ricardo Silva de Oliveira, 53 anos, está há mais de 30 anos no rádio potiguar. Há 31, para ser específico. O narrador/apresentador/repórter esportivo tem “taras”: é tarado por Campeonato Estadual – como já dito no início do programa -, é tarado por futebol – esporte com o qual trabalha diariamente -, é tarado por rádio – suporte de informação que escolheu trabalhar há mais de três décadas. Por trás das paixões perceptíveis a qualquer um que escute um programa comandado por Ricardo está também outras admirações que chegam a superar a comunicação esportiva.
Foto: Eduardo Maia/NJ.
Eduardo Maia/NJ
Ricardo Silva em ação: entrevistas com jogadores


Se tivesse que escolher, Ricardo Silva preferia viver dos acordes do blues e do rock’n’roll às ondas do rádio. “Se eu tivesse que escolher seria músico e radialista. Hoje, eu sou radialista e músico. Entendeu? Mas se eu tivesse mesmo que escolher seria primeiro músico. Porque a música ela continua sendo o meu centro. Todos os dias eu ouço música. Sou deslumbrado e doido por música. Se eu pudesse, viveria de música”, reitera.

Apesar disso, destaca a importância do rádio. “Mas tenho o rádio como uma opção principal, sempre. Mas se tivesse que escolher seria músico. Se você olhar meu perfil no Twitter, tem lá que músico vem primeiro. Sou músico primeiro”, diz ressaltando que a ordem dos substantivos denota a importância deles. Ricardo levanta a manga direita da blusa para mostrar uma tatuagem. “Bluesy band” é o nome da banda atual, cuja atuação varia de acordo com a disponibilidade dos outros componentes, mas atualmente não costuma passar de ensaios esporádicos regados a cerveja.

O gosto pela música surgiu por influência de amigos quando ainda era uma criança. “O gosto veio de guri, dos amigos que andava. Menorzinho já andava com eles, imitava eles e já usava cabelo grande. Me davam os discos emprestados de Rolling Stones, Beatles, Jimi Hendrix, Emerson, Lake e Palmer, Pink Floyd. Quando entrei no rádio nunca deixei de ouvir música, ouvir rock”, conta o radialista sentado em uma cadeira no estúdio após o término do Globo Esportivo daquela terça-feira.

O gosto foi potencializado após ganhar um violão acústico da mãe, que costumava frequentar serestas e queria que o filho aprendesse. Os primeiros acordes foram ensaiados com os seresteiros, que abriram caminho para que Ricardo enveredasse pela área da música.

A primeira banda profissional foi montada com colegas jornalistas. Além de Ricardo, compunham a “Florbela Espanca” os jornalistas Isaac Ribeira e Moisés de Lima, além de Gilmar Santos e Helder Gomes. “Montamos uma banda nos anos 90 chamada Florbela Espanca, em homenagem à poeta portuguesa que se matou. Nesse período de 1990 até 1994, a gente fez muito sucesso, tocamos em muitos lugares, chegamos a tocar em Campina Grande. Depois a banda terminou, como é normal, tudo tem seu tempo”, conta o músico/radialista.

Após a experiência com Florbela Espanca, vieram outras bandas como GRM Blues Band e hoje, o The Bluesy Band. “Toco menos hoje em dia. Hoje, toco numa banda chamada The Bluesy Band, tenho até uma tatuagem. Eu, Gilmar Santos e meu irmão. Fora isso, toco todos os dias sozinho. Primeira coisa quando acordo é puxar a guitarra que fica do meu lado e toco algumas coisas, exercícios. Quando chegam as férias é que a gente toca um pouco profissional. Fazemos um ensaio. Antigamente, tocávamos quinta, sexta, sábado e domingo”, recorda-se.

A experiência com a música chegou a afastar Ricardo do rádio por alguns anos. “Parei com o rádio um tempo porque estava ganhando mais dinheiro tocando blues do que trabalhando no rádio. Aí quando o negócio do blues amainou, apareceu aquelas bandas Inácio Toca Trompete, quando começou a aparecer aqueles caras, aí o público foi gostando e a gente foi caindo. Back to the radio, voltei na hora. É a vida”.

Paixão pelo Alecrim
A preferência pela música não enfraquece a dedicação que Ricardo Silva tem pelo radialismo esportivo. E é nessa área que ele tem que lidar com a paixão dos torcedores. A primeira barreira é falar sobre o time que torce. Sob influência do pai, o também radialista Eli Morais, os primeiros jogos que acompanhou foram no estádio Juvenal Lamartine. No campo estava o Alecrim. O fascínio pelo time alviverde veio com a coleção de figurinhas do Macarrão Jandaia.

“A gente sempre assistia os jogos do Alecrim no JL [Estádio Juvenal Lamartine]. Era o tempo de Cário, Burunga, Capiba. Eu lembro desses caras. Não lembro com a mesma nitidez de jogadores que vi ontem ou anteontem. Lembro porque colecionava as figurinhas do Macarrão Jandaia. As figurinhas eram do Alecrim, do ABC e do América. Não era de time de fora. Foi daí que essa paixão veio”, recordou-se.

Ricardo Silva conta sobre os desafios que tem de enfrentar ao revelar o time que torce. Segundo ele, por um Alecrim atualmente possuir menos expressividade que ABC e América, ouvintes e torcedores acreditam que o radialista também torce ou pelo alvinegro ou pelo alvirrubro natalense. “Sou torcedor do Alecrim, mas tem gente que nem acredita às vezes. Digo que torço pelo Alecrim e as pessoas respondem que sou ABC ou América. Na verdade, só sou Alecrim. Acredite que quiser. Não torço no microfone. No microfone, sou imparcial. Sou um profissional. Quando não estou trabalhando e o Alecrim está jogando, sou Alecrim”.

O trabalho no rádio teve em início em 1982 após receber um convite para fazer um teste na Rádio Rural. Após a experiência inicial, passou por diversas transmissoras como Rádio Trairi, Tropical e Cabugi. Após idas e vindas, está desde o ano 2000 na Rádio Globo, onde ocupa a função de repórter esportivo, coordenador, apresentador e narrador.

Para ele, o fascínio pelo rádio se explica pela instantaneidade e pela imaginação do ouvinte. “Há um fascínio das pessoas por nós. Teve um rapaz que veio aqui me conhecer pessoalmente. Disse que gostava muito de mim. O cara tremia como se eu fosse um superstar. Os caras às vezes idealizam uma coisa diferente”.

Interação com mídias sociais alterou rotina
Em 30 anos de rádio, muita coisa mudou. A começar pela tecnologia que envolve a transmissão. Outra alteração diz respeito à tolerância dos torcedores com os profissionais. Na visão de Ricardo Silva, antigamente havia muito menos paciência com narradores e repórteres que assumiam torcida por um time. Dentre todas as mudanças, uma se destaca: a utilização de redes sociais.

Ao lado do microfone do Globo Esportivo está o tablet aberto no Twitter. Ao longo do programa, o apresentador promove a interação com quem manda mensagens e informações. Ricardo Silva conta que hoje não viveria sem as redes sociais. “Essa interação é muito legal. A gente está apresentando um programa ou um jogo e as pessoas dizendo que estão ouvindo. Elas fazem perguntas e adicionam informações. A rede social hoje é tanto uma maneira de interagir, colocar as opiniões e informações, como de receber não apenas de quem faz jornalismo esportivo”.

Gol de Sérgio Alves marcou cobertura esportiva
A carreira no radialismo esportivo fez com que Ricardo Silva pudesse conhecer diversas localidades do Brasil, para onde ia transmitir os jogos de futebol. A região mais distante foi Lucas do Rio Verde, município de Mato Grosso. De lá, transmitiu a partida entre América e Luverdense. Os mais de 30 anos na área permitiu que o repórter acompanhasse bem de perto a realidade dos jogadores de futebol.
Dentre todos os lances os quais “assistiu” de camarote na beira do gramado, Ricardo destaca um que lhe marcou mais. No Machadão, viu Sérgio Alves marcar, de bicicleta, o gol de empate contra o rival América que garantia a classificação para a próxima fase do Campeonato Estadual. “O que ficou na minha memória foi o gol de bicicleta de Sérgio Alves no Machadão. Todo mundo lembra desse jogo. Esse para mim foi o jogo mais fantástico que eu vi de ABC e América”.
Fonte: Novo Jornal